Parágrafo sobre "Magia além da ignorância"

 No texto "Magia além da ignorância: virtualizando a caixa preta", os autores, inicialmente, explicitam a relação que a magia tem com a ignorância: por não saber as causas e efeitos das fenômenos naturais, os homens usavam explicações não científicas. Porém, mesmo com os avanços tecnológicos que permitiram a desencantamento do mundo e desenvolvimento da técnica, com a consequente racionalização das justificativas citadas, a magia ainda persiste (principalmente em sua forma "estereotipada").

O problema da conjuntura apresentada, contudo, é que, na atualidade, a tecnologia relativa à caixa preta avançou tanto que a magia a qual permeia tal estrutura é novamente a proveniente da ignorância. Ou seja, não é a magia da experiência, característica de obras virtuais e verdadeiramente interativas, que domina a interação homem-caixa-preta. Assim, é diante de tal contexto que surge a necessidade de criar objetos que favorecem, para além da ignorância, uma experiência sensorial e que possuam uma interface interativa e cheia de virtualidades capazes de criar o diálogo com o Outro. Por fim, um bom exemplo de virtualização da caixa preta se dá em obras de Ligya Clark, as quais possuem possibilidades interativas inerentes a si (prescritas), mas que ao terem contato com o fator humano, podem se desenrolar de formas surpreendentes e não previstas.

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